
“Como posso definir seu poder de sedução? Talvez por parecer uma criança à quem daríamos a mão pra atravessar a rua, mas que na verdade é uma menina devassa e cruel. Como pode com sua cara de anjo expirar posses violentas brutais doloridas povoadas de gritos de prazer? Uma menina á espera de ser violentada, derrubada no chão, desvestida da camiseta e da calcinha possuída rapidamente e sem licença como que estuprada dentro da sua própria casa. Sofrendo e gozando!”
Inspirado pela obra de Mário Donato, Manoel Carlos nos brindou com uma das melhores minisséries já feitas no Brasil pela Rede Globo. O texto afiado é abrilhantado com a direção de Alexandre Avancini e Ricardo Waddington. O único porém são algumas escalações. As interpretações de primeiro nível dos protagonistas Helena Ranaldi (Lúcia Helena) e José Mayer (Fernando) contrastam com o resto do elenco, em grande parte irregular. Mas vale a pena, assistir, rever e guardar para sempre o BOX de DVDs que trás a série completa.
Curiosidades:
A escolha da atriz que iria interpretar a protagonista não foi fácil. Manoel Carlos e Ricardo Waddington queriam uma atriz desconhecida. Mel Lisboa, estudante na época, foi escolhida entre mais de 100 jovens. Curiosamente, Mel Lisboa foi a última atriz a ser escalada, pois Manoel Carlos não estava conseguindo encontrar a atriz com o perfil da personagem, por esse motivo, os colegas de elenco apelidaram a minissérie de “Ausência de Anita”.
A minissérie foi reapresentada duas vezes: a primeira, entre 17 de setembro e 11 de outubro de 2002, com os mesmos 16 capítulos, pela Rede Globo, em virtude do Horário Eleitoral Gratuito, e a segunda em 2005, pelo canal pago Multishow, em virtude da comemoração dos 40 anos de aniversário da Rede Globo. O 4º capítulo da reprise exibiu uma cena inédita, não mostrada na exibição original: um ângulo diferente da nudez frontal de Anita. A cena também está presente no DVD.
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